POLÍTICA DE INVESTIMENTOS 2014          Os  responsáveis  pela  gestão  do  regime  próprio  de  previdência  social,  antes  do  exercício  a  que  se  referir,  deverão  definir  a  política  anual  de  aplicação  dos  recursos,  isto  é,  a  Política  de  Investimentos.  Este  documento  estabelece  o  processo  de  investimento,  ajudando  o  investidor  a  entender  suas  necessidades  específicas,  e  aumentando  a  probabilidade  de  decisões adequadas ao seu perfil de investidor.   A  elaboração  desta  Política  de  Investimentos  representa  uma  formalidade legal que fundamenta e norteia todo o processo de  tomada  de  decisão  relativo  aos  investimentos  do  RPPS,  empregada  como  instrumento  necessário  para  garantir  a  consistência  da  gestão  dos  recursos  em  busca  do  equilíbrio  econômico-financeiro.  A Política de Investimentos do RPPS deve ser constituída pelos  seguintes elementos básicos: o modelo de gestão a ser adotado  e,  se  for  o  caso,  os  critérios  para  a  contratação  de  pessoas  jurídicas autorizadas nos termos da legislação em vigor para o  exercício profissional de administração de carteiras; a estratégia  de  alocação  dos  recursos  entre  os  diversos  segmentos  de  aplicação  e  as  respectivas  carteiras  de  investimentos;  os  parâmetros  de  rentabilidade  perseguidos,  que  deverão  buscar  compatibilidade com o perfil de suas obrigações, tendo em vista  a necessidade de busca e manutenção do equilíbrio financeiro e  atuarial  e  os  limites  de  diversificação  e  concentração  previstos  na  legislação;  e  os  limites  utilizados  para  investimentos  em  títulos e valores mobiliários de emissão ou coobrigação de uma  mesma  pessoa  jurídica  -  Art.  4º,  Subseção  II,  Resolução  CMN  3.922/2010.  Sinteticamente,  a  Política  de  Investimentos  demonstra  os  objetivos  de  retorno,  aversão  a  risco  e  restrições.  O  retorno  está diretamente correlacionado com o risco. Por isso, definidas  as condições de risco e retorno, as alternativas de investimento  serão delimitadas através das restrições estabelecidas.      POLITICA DE  INVESTIMENTOS 2014                    O CONSELHO MUNICIPAL DA PREVIDÊNCIA SOCIAL DOS SERVIDORES PÚBLICOS ? CMPSSP no  uso  das  atribuições  que  lhe  são  conferidas  pelo  art.  76  da  Lei  Complementar  nº  001,  de  25  de  Junho  de  2009,  torna  público  que,  em sessão realizada em 18 de Dezembro de 2013,  com  base  no  art.  4º  da  Resolução  CMN  3.922,  de  25  de  novembro  de  2010,  APROVA  esta  POLÍTICA  DE INVESTIMENTOS referente ao EXERCÍCIO DE  2014.      O  COMITÊ  DE  INVESTIMENTOS  deste  RPPS,  como  órgão  auxiliar  no  processo  decisório  quanto  à  execução  da  política  de  investimentos,  cujas  decisões  serão  registradas  em  ata,  subscreve  juntamente  com  o CONSELHO MUNICIPAL DA PREVIDÊNCIA SOCIAL DOS SERVID ORES PÚBLICOS ? CMPSSP  esta política anual de investimentos.      FUNDO DE APOSENTADORIA E PENSÃO DOS SERVIDORES  Rua Padre Anchieta, nº 90 ? Centro ? Chapada  ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL  CEP ? 99.530-000  CNPJ ? 11.666.479/0001-16  rppschapada@gmail.com       FUNDO DE APOSENTADORIA  E PENSÃO DOS SERVIDORES  ? CHAPADA/RS SUMÁRIO     APRESENTAÇÃO  ........................................................................................................ 4  Do Objeto .............................................................................................................. 4  Da Administração.................................................................................................. 4  Da Organização do Documento ............................................................................ 4    VIGÊNCIA E OBJETIVOS DA POLÍTICA DE INVESTIMENTOS  .................................. 6  Da Vigência ........................................................................................................... 6  Dos Objetivos ........................................................................................................ 6    MODELO DE GESTÃO E SERVIÇOS ESPECIALIZADOS  .............................................. 8  Do Modelo de Gestão ............................................................................................ 8  Dos Serviços Especializados ................................................................................. 9    ASPECTOS LEGAIS DA RESOLUÇÃO CMN 3.922/2010  .......................................... 10    CONJUNTURA ECONÔMICA E ANÁLISE DE MERCADO  ........................................... 12  Eleições...................................................................................................................13  Economia Mundial e Taxa de Câmbio ........................................................................13  Taxa de Juros e Politica Monetária ............................................................................14  Inflação ..................................................................................................................15  Atividade Economica e Produto Interno Bruto ............................................................16  EXPECTATIVAS DO MERCADO FINANCEIRO PARA 2014  1218  Renda Fixa ..............................................................................................................18  Renda Variável ........................................................................................................19  Projeções ................................................................................................................20  Glossário .................................................................................................................23  DIRETRIZES PARA ALOCAÇÃO DOS RECURSOS  .................................................... 23  Das Diretrizes ..................................................................................................... 23 Das Alocações dos Recursos ............................................................................... 25  Dos Segmentos .................................................................................................. 25  Dos Limites Gerais .............................................................................................. 26  Da Avaliação de Desempenho das Aplicações ........................................................ 27  Dos Riscos de Mercado e Crédito ......................................................................... 27  Do Resumo da Política de Investimentos .............................................................. 28    VEDAÇÕES ............................................................................................................... 30  DISPOSIÇÕES GERAIS  ............................................................................................ 30  4  APRESENTAÇÃO      Do Objeto  Esta Política de Investimentos dispõe sobre as aplicações dos recursos do  regime  próprio  de  previdência  social  (RPPS)  instituído  pelo MUNICÍPIO  DE  CHAPADA.  Fica  estabelecido  que  os  recursos  do  regime  próprio  de  previdência  social  instituído,  nos  termos  da  Lei  nº  9.717,  de  27  de  novembro de 1998, devem ser aplicados conforme a legislação em vigor,  tendo  presentes  as  condições  de  segurança,  rentabilidade,  solvência,  liquidez  e  transparência.  O  RPPS DO  MUNICÍPIO  DE  CHAPADA   foi  reestruturado pela Lei Complementar nº 001 de 2009.  Observadas as limitações e condições estabelecidas na legislação vigente,  os  recursos  do  regime  próprio  de  previdência  social  devem  ser  alocados,  conforme  as  diretrizes  definidas  nesta  Política  de Investimentos,  nos  seguintes  segmentos  de  aplicação:  renda  fixa;  renda  variável;  e  imóveis.  São  considerados  recursos  do  regime  próprio  de  previdência  social:  as  disponibilidades  oriundas  das  receitas  correntes  e de  capital;  os  demais  ingressos  financeiros  auferidos  pelo  regime  próprio  de  previdência  social;  as  aplicações  financeiras;  os  títulos  e  os  valores mobiliários;  os  ativos  vinculados  por  lei  ao  fundo  integrado  de  previdência;  e  demais  bens,  direitos  e  ativos  com  finalidade  previdenciária  do regime  próprio  de  previdência social.    Da Administração  O regime próprio de previdência social do MUNICÍPIO DE CHAPADA  é  administrado  pela  UNIDADE  GESTORA  representada  pelo FUNDO  DE  APOSENTADORIA  E  PENSÃO  DOS  SERVIDORES ,  na  Rua  Padre  Anchieta, nº 90 ? Centro , Chapada/RS, CEP 99.530-000, inscrita no CNPJ sob  o  nº  11.666.479/0001-16,  doravante  abreviadamente  designada,  RPPS,  tendo como Representante Legal do Ente o Sr. CARLOS ALZENIR CATTO e  o Representante Legal da Unidade Gestora a Sra. JÚLIA DEZINGRINI.    Da Organização do Documento  O  presente  documento  está  estruturado  em  sete  seções.  Esta  INTRODUÇÃO  de  apresentação  da  Política  de  Investimentos  do FUNDO  DE  APOSENTADORIA  E  PENSÃO  DOS  SERVIDORES   A  VIGÊNCIA  E  OBJETIVOS DA POLÍTICA DE INVESTIMENTOS, destacando a abrangência  temporal dos efeitos originados por este documento e o propósito de curto  e  longo  prazo  do RPPS.  O  MODELO  DE  GESTÃO  E  SERVIÇOS  5 ESPECIALIZADOS,  para  prever  o  modo  de  gerir  os  recursos  e  o  suporte  especializado  necessário.  Os  ASPECTOS  LEGAIS  DA  RESOLUÇÃO  CMN  3.922/2010,  a  partir  da  síntese  dos  seus  principais  aspectos  correspondentes. A CONJUNTURA ECONÔMICA E ANÁLISE D E MERCADO,  para  oferecer  dados  e  informações  a  respeito  do  contexto  econômico  de  investimentos.  As  DIRETRIZES  PARA  ALOCAÇÃO  DOS  RECU RSOS,  alinhando os elementos de gestão e as suas respectivas restrições. Por fim,  as CONSIDERAÇÕES GERAIS.         6 VIGÊNCIA  E  OBJETIVOS  DA  POLÍTICA  DE  INVESTIMENTOS 2014      Da Vigência  Esta  Política  de  Investimento  será  válida  para  todo  o EXERCÍCIO  DE  2014. Durante este período, correções e alterações poderão ocorrer para  adequar  mudanças  na  legislação  aplicável,  ou  caso  seja  considerado  necessário  pelo FUNDO  DE  APOSENTADORIA  E  PENSÃO  DOS  SERVIDORES  Até  31  de  dezembro  de  cada  exercício  em  relação  ao  exercício  seguinte,  aprova-se  a  política  anual  de  investimentos,  que  terá  mandato  exclusivo,  ou  seja,  não  será  permitida  a  existência  de  duas  políticas  de  investimentos  abrangendo  o  mesmo  exerc ício  concomitantemente em qualquer hipótese.    Dos Objetivos  Os  objetivos  contemplam  horizontes  de  curto prazo, bem  como de  longo  prazo. Em essência, o regime próprio de previdência social dos servidores  públicos do MUNICÍPIO DE CHAPADA  deve ser organizado para garantir  a cobertura contínua dos seus segurados por meio do plano de benefícios.  Para isso, o seu equilíbrio financeiro e, principalmente, atuarial representa  o seu objetivo de longo prazo. Além disso, precisa visar permanentemente  à construção de processos de pleno acesso dos segurados às informações  relativas  à  gestão  do  regime  e  participação  de  representantes  dos  servidores  públicos,  ativos  e  inativos,  nos  colegiados  e  instâncias  de  decisão  em  que  os  seus  interesses  sejam  objeto  de  discussão  e  deliberação,  nos  termos  do  art.  6º,  Inciso  IV  e  art.  1º,  Inciso  VI  da  Lei  9.717/98.   Nesse sentido, a Política de Investimentos define a estratégia de aplicação  dos  recursos  no  curto  prazo.  Anualmente,  é  necessário  selecionar  os  diversos  segmentos  de  aplicação  e  as  respectivas  carteiras  de  investimentos de acordo com o perfil das obrigações do respectivo regime  próprio  de  previdência  social,  observados  os  critérios  para  aplicação  dos  recursos, conforme estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional, tendo  em vista a necessidade de buscar a manutenção do equilíbrio financeiro e  atuarial e os limites de diversificação e concentração previstos na referida  legislação.  Por  conseguinte  o FUNDO  DE  APOSENTADORIA  E  PENSÃO  DOS  SERVIDORES precisa  buscar,  através  da  aplicação  dos  seus  recursos,  uma  rentabilidade  igual  ou  superior  à  sua  meta  atuarial.  Com  base  no  7 horizonte  de  longo  prazo,  e  a  situação  financeira  e  atuarial  observada  atualmente, a META ATUARIAL, definida e aprovada juntamente com a  Política  de  Investimentos, será  representada  pelo  benchmark IPCA  ACRESCIDO  DE  6%  a.a.  (IPCA  +  6%  a.a.).  Institui-se  também  os  objetivos  de  assegurar  que  os  gestores,  servidores,  participantes,  beneficiários,  prestadores  de  serviços  e  órgãos  reguladores  do RPPS  tenham  o  claro  entendimento  dos  objetivos  e  restrições  relativas  aos  investimentos;  e  garantir  transparência  e  ética  no processo  de  investimento, o qual deve ser feito seguindo diretrizes, normas e critérios.      8 MODELO DE GESTÃO E SERVIÇOS ESPECIALIZADOS      Do Modelo de Gestão  O modelo de gestão dos recursos do regime próprio do MUNICÍPIO DE  CHAPADA é uma opção estratégica dos seus gestores. Segundo o art. 15  da Resolução CMN 3.922/2010, a gestão das aplicações dos recursos dos  regimes  próprios  de  previdência  social  poderá ser própria, por entidade autorizada  e credenciada, ou mista. Neste momento, a  opção  realizada  pelo FUNDO  DE  APOSENTADORIA  E  PENSÃO  DOS  SERVIDORES  compreendeu  o  modelo  de  GESTÃO  PRÓPRIA,  ou  seja,  quando  as  aplicações  são  realizadas  diretamente  pelo  órgão  ou  entidade  gestora  do  regime  próprio de previdência social.   Conforme  a  legislação  vigente,  os  regimes  próprios  de  previdência  social  somente  poderão  aplicar  recursos  em  carteira  administrada  ou  em  cotas  de  fundos  de  investimentos.  A  gestão  poderá  ser  exercida  por  instituição  financeira,  demais  instituições  autorizadas  a  funcionar  pelo  Banco  Central  do  Brasil  (Bacen)  ou  pessoas  jurídicas  autorizadas  pela  Comissão  de  Valores  Mobiliários (CVM) para o exercício profissional de administração de carteira  considerada, pelos responsáveis pela gestão de recursos do regime próprio  de previdência social, com base, dentre outros critérios, em funcionamento  no País, como: de baixo risco de crédito; ou de boa qualidade de gestão e  de ambiente de controle de investimento.  No  processo  de  gestão,  destaca-se  alguns  cuidados  importantes.  Na  aplicação dos recursos em títulos e valores mobiliários, o responsável pela  gestão, além da consulta à instituição financeira, à instituição autorizada a  funcionar pelo Banco Central do Brasil ou às pessoas jurídicas autorizadas  pela  Comissão  de  Valores  Mobiliários  para  o  exercício  profissional  de  administração  de  carteira,  deverá  observar  as  informações  divulgadas,  diariamente,  por  entidades  reconhecidamente  idôneas  pela  sua  transparência e elevado padrão técnico na difusão de preços e taxas dos  títulos, para fins de utilização como referência em negociações no mercado  financeiro, antes do efetivo fechamento da operação.  O FUNDO DE APOSENTADORIA E PENSÃO DOS SERVIDORES  deverá  observar as obrigatoriedades da PORTARIA Nº 440, DE 9 DE OUTUBRO DE   ELABORAR RELATÓRIOS ELABORAR RELATÓRIOS ELABORAR RELATÓRIOS ELABORAR RELATÓRIOS  DETALHADOS, no mínimo, DETALHADOS, no mínimo, DETALHADOS, no mínimo, DETALHADOS, no mínimo,  TRIMESTRALMENTE, sobre a TRIMESTRALMENTE, sobre a TRIMESTRALMENTE, sobre a TRIMESTRALMENTE, sobre a  rentabilidade, os riscos...rentabilidade, os riscos...rentabilidade, os riscos...rentabilidade, os riscos...       9 2013 que Altera a Portaria MPS/GM nº 519, de 24 de agosto de 2011 na  gestão dos recursos , destacando a OBRIGAÇÃO de realizar AVALIAÇÃO DO  DESEMPENHO  DAS  APLICAÇÕES.  No  caso  de  entidade  autorizada  e  credenciada, no mínimo semestralmente, adotando, de imediato, medidas  cabíveis  diante  da  constatação  de  performance  insatisfatória,  bem  como  ELABORAR  RELATÓRIOS  DETALHADOS,  no  mínimo,  TRIMESTRALMENTE,  sobre  a  rentabilidade,  os  riscos  das  diversas  modalidades  de  operações  realizadas  nas  aplicações  dos  recursos  do  RPPS  e  a aderência  à  política  anual  de  investimentos  e  suas  revisões  e  submetê-los  às  instâncias  superiores de deliberação e controle, conforme a Portaria MPS 440/2013.   O  RPPS  tem  ainda  a  possibilidade  de  contratação  de empresa  de  consultoria,  de  acordo  com  os  critérios  estabelecidos  na  Resolução  3922/10,  para  prestar  assessoramento  às  aplicações de  recursos.  Esta  consultoria  e  assessoria  de  valores  mobiliários  deverá  auxiliar  o  regime  próprio  de  previdência  social  no  acompanhamento  e  monitoramento  do  desempenho, do risco de mercado e do enquadramento das aplicações dos  recursos.    Dos Serviços Especializados  A  contratação  dos  serviços  de  consultoria  de  valores  mobiliários  deverá  levar em consideração critérios pré-definidos. Sublinha-se aspectos como: a  experiência, especialização e idoneidade da empresa, bem como o custo e  a qualidade da prestação de serviços e, ainda, de acordo com o art. 18 da  Resolução  CMN  3.922,  de  25  de  novembro  de  2010,  estar  devidamente  habilitada  na  CVM  como  Consultora  de  Valores  Mobiliários.  É  de  fundamental  importância  que  a  empresa  habilitada  na  CVM  como  Consultora  de  Valores  Mobiliários  não  seja  ao  mesmo  tempo  também  cadastrada  na  CVM  como  Prestadora  de  Serviços  de  Administração  de  Carteiras e nem como Agente Autônomo ? Pessoa Jurídica.  As pessoas naturais contratadas pelas pessoas jurídicas que desempenham  atividade de avaliação de investimento em valores mobiliários, em caráter  profissional,  com  a  finalidade  de  produzir  recomendações,  relatórios  de  acompanhamento  e  estudos,  que  auxiliem  no  processo de  tomada  de  decisão de investimento deverão estar registradas na Comissão de Valores  Mobiliários,  nos  termos  da  Resolução  CMN  3.922/2010  e  da  legislação  vigente.      10 ASPECTOS LEGAIS DA RESOLUÇÃO CMN 3.922/2010      Resolução CMN nº 3.922/2010    Limites percentuais para as aplicações dos RPPS    Artigo 7º - RENDA FIXA    INCISO I - Até 100% em:    a) Títulos públicos federais    b) Fundos compostos por 100% em títulos públicos, indexados ao índice IMA ou  algum de seus subíndices (IMA-B, IMA-C, IRF-M, IDKA), com exceção do IMA-S,  pois este está atrelado à taxa de juros de um dia (SELIC).    INCISO II - Até 15% em operações compromissadas lastreadas em títulos públicos  federais.    INCISO  III  -  Até  80%  em  fundos  de  investimentos  de Renda  Fixa  e/ou  Referenciados, cujo índice de referência seja o IMA ou algum de seus subíndices  (IMA-B,  IMA-C,  IRF-M,  IDKA),  com  exceção  do IMA-S, pois  este  está  atrelado  à  taxa de juros de um dia (SELIC).    INCISO  IV  -  Até  30%  em  fundos  de  investimentos  de  Renda  Fixa  e/ou  Referenciados, atrelados à taxa de juros de um dia (SELIC).    INCISO V - Até 20% em Poupança.    INCISO VI - Até 15% em Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDCs)  abertos.    INCISO VII - Até 5% em:    a) FIDCs Fechados;    b)  Fundos  de  investimentos  de  Renda  Fixa  ou  Referenciados  em  indicadores  de  Renda Fixa, classificados como ?Crédito Privado?.    OBS.: § 5º A totalidade das aplicações previstas nos incisos VI e VII não deverão  exceder o limite de 15% (quinze por cento).  Artigo 8º - RENDA VARIÁVEL  11   INCISO  I  -  Até  30%  em  Fundos  de  Renda  Variável  classificados  como  Referenciados,  que  possuam  como  índices  de  referência  o  IBOVESPA,  IBrX  ou  IBrX-50.    INCISO  II  -  Até  20%  em  cotas  de  Fundos  de  Índices  referenciados  em  ações,  admitindo-se exclusivamente os índices IBOVESPA, IBrX ou IBrX-50.    INCISO III - Até 15% em Fundos de Ações, cujos regulamentos determinem que  as  cotas  de  fundos  de  índices  que  compõem  a  sua  carteira  restrinjam-se  aos  índices IBOVESPA, IBrX ou IBrX-50.    INCISO IV - Até 5% em Fundos Multimercados sem alavancagem.    INCISO V - Até 5% em Fundos de Investimentos em Participações (FIPs).    INCISO VI - Até 5% em Fundos de investimentos Imobiliários (FIIs).    OBS.: As aplicações em Renda Variável na sua totalidade não deverão exceder o  limite de 30% das aplicações do RPPS.        12 CONJUNTURA ECONÔMICA E ANÁLISE DE MERCADO      A conjuntura econômica representa uma configuração da realidade circunstancial  da economia. Através de indicadores de mercado e suas inter-relações, esta seção  pretende  cumprir  o  papel  de  apresentar  perspectivas  que  explorem  algumas  possíveis  condições  econômicas  para  o  próximo  exercício  fundamentalmente.  O  foco é atribuído em especial às expectativas de mercado, as quais se constituem  como  as  principais  sinalizadoras  para  a  tomada  de  decisões  de  investimentos.  Assim, não se busca exaurir os outros aspectos de forma extensiva. A proposta é  produzir  indícios  que  permitam  transitar  pela  realidade  atual  e  espreitar  as  conjecturas  formadas  pelos  agentes  de  mercado.  A  partir  dos  indicadores  apresentados  mediante  gráficos,  verifica-se  as  possíveis  relações  das  forças  econômicas,  bem  como  políticas  e  sociais  se  necessário,  que  constituem  a  estrutura e a superestrutura do mercado.  Com  o  exercício  de  2013  se  encerrando,  o  mercado  já  projeta  os  rumos  da  economia para 2014, quando teremos eleições gerais, e, desde já, fica  evidente  que  o  Governo  não  consegue  mais  conter  as  pressões por  aumento  de  preços,  principalmente dos combustíveis e da energia.  Em 2013, como instrumentos para segurar a inflação, o governo usou a redução  tarifária  de  energia  e  a  antecipação  de  concessão  de  usinas  geradoras,  condicionadas  a  quedas  de  preços.  Algo  parecido  ocorreu  com  os  combustíveis,  cujo único ajuste foi em janeiro. A pressão da Petrobrás para um novo reajuste  tem, portanto, ganhado força.  Segundo  Raul  Velloso,  especialista  em  finanças  públicas  ?há  um  conflito  entre  inflação e contas públicas, que o governo terá que resolver em algum momento.  Por  um  lado,  com  inflação  alta,  não  pode  mexer  nos preços,  sob  o  risco  de  estourar a meta. Por outro, as contas públicas estão se deteriorando e é preciso  recompor receitas e reduzir despesas. Não há espaço para segurar isso por muito  tempo?. O IBGE analisará como o repasse de custo com geração de energia será  contabilizado no IPCA.  Por outro lado, nos Estados unidos, vemos sinais de que a crise está se dissipando  e,  portanto,  a  economia  deve  apresentar  resultados melhores  em  2014.  Já,  no  concernente  à  Europa,  há  previsões  que  indicam  o  fim  da  recessão.  O  Brasil  manterá  sua  trajetória  de  moderado  crescimento,  no mesmo  patamar  dos  anos  anteriores.          13 Eleições brasileiras 2014    O  cenário  político  para  2014  começa  a  se  desenhar. A  presidente  Dilma,  franca  favorita à reeleição, segue negociando apoio para definir os palanques estaduais.  O  desempenho  da  economia,  o  índice  de  aprovação  do governo,  os  efeitos  positivos da Copa do Mundo e a capacidade da presidente de formar uma coalizão  poderão ditar os rumos das eleições.  O  Partido  Trabalhista  (PT)  vem  resistindo  à  pressão  do  Partido  do  Movimento  Democrático Brasileiro (PMDB) e quer postergar para o ano que vem o máximo de  negociações possível nos estados.  Observamos,  ainda,  uma  oposição  que  não  consegue  se  organizar.  Até  porque  pode-se dizer que há no Brasil várias oposições tirando proveito das deficiências  do  governo,  que  levam  à    queda  de  popularidade  da  Presidente  Dilma,  sem  apresentar  um  projeto  de  governo  convincente  e  que englobe  soluções  para  investimentos, controle da inflação e reformas tributária, fiscal e política, que vêm  sendo proteladas por décadas.  Para  candidato  a  Presidência  da  Republica  Sr.  Aécio  Neves,  é  natural  a  aliança  PSDB  e  PSB  tanto  na  esfera  Federal  como  em  estados importantes  como  São  Paulo.  O PSB do também candidato a Presidência Eduardo Campos, após aliança selada  com Marina Silva em 05 de outubro, começa a rever as estratégias para a disputa  presidencial e as coligações estaduais para as eleições de 2014.  A  corrida  presidencial  ficou  embaralhada  e  há  muita  dúvida  sobre  quem  será  o  cabeça  de  chapa  de  cada  coligação.  De  qualquer  forma,  os  presidenciáveis  confundem até os rivais, mas enfrentam também resistências internas.    Economia Mundial e taxa de câmbio    Segundo o FMI ? Fundo Monetário Internacional ? a economia mundial encerrará  2013 com crescimento de 2,9%, abaixo dos 3,2% do ano passado. Já para 2014  espera-se crescimento de 3,4%.  O  crescimento  da  China  está  desacelerando  e  afetará  outras  economias,  especialmente as que dependem da exportação de matérias-primas.  Os  Estados  Unidos  serão  o  principal  incentivador  do  crescimento  econômico  mundial, sendo a projeção de crescimento de sua economia de 2% para 2014. A  taxa de juros  dos EUA ficará em 0,25% a.a. e o FED (Banco Central Americano)  manterá o estímulo econômico. O Tesouro Americano recompra mensalmente US$  85 bilhões em  títulos de longo prazo  e papéis lastreados em hipotecas. Para a   14 América Latina e Caribe,  a expectativa é de crescimento  em torno de 2,7% ao  ano.  Nesse  contexto,  as  economias  de  países  emergentes  teriam  uma  desaceleração  maior  do  que  a  esperada.  No  caso  do  Brasil,  especialistas  do  FMI  preveem   crescimento do PIB em  apenas 2,5%.  A  recente  desvalorização  do  Real  vai  melhorar  a  competitividade  externa.    Já  a  economia  americana  continuará  se  recuperando,  mesmo  que  lentamente,  o  que  deve pressionar as moedas dos países emergentes no médio prazo.    O ano de 2013 deverá encerrar com o Dólar valendo  R$ 2,25. Haverá, no entanto,  desvalorização maior do Real ao final de 2014, quando a moeda americana deverá  ser cotada em R$ 2,40.    Gráfico 1- Evolução do Dólar período 2008/2013  Fonte: Economática  Nota: dados coletados até o dia 08/11/2013    Taxa de Juros e Política Monetária    Mesmo com as últimas elevações das taxas de juros pelo Banco Central, segue a  ameaça da alta da inflação. As projeções do mercado sobre a inflação para 2014,  no  entanto,  continuam  preocupantes,  pois  estão  perto  do  teto  da  meta  inflacionária prevista pelo governo. Entretanto o consenso é que a SELIC encerrará  2013 em 10% a.a. e termine 2014 no patamar de 10,50%.  Segundo o governo, ainda não há uma metodologia definida quanto ao reajuste  do  preço  da  gasolina.  A  presidente  da  Petrobrás  pediu,  há  alguns  dias,  ao  conselho de Administração da companhia, que adequasse os preços ao mercado,  estipulando uma espécie de gatilho para quando o preço do petróleo no mercado  internacional  ultrapassar  um  patamar  a  ser  definido.  O  Governo,  já  por  longos  15 anos,  continua  a  prejudicar  a  Petrobrás,  não  repassando  para  o  consumidor  o  aumento dos combustíveis com intuito de controlar  a inflação.  Recentemente  o  mercado  foi  surpreendido  com  a  divulgação  do  déficit  primário  das  contas  do  governo  no  mês  de  setembro.  A  expectativa  era  ruim,  mas  o  resultado  foi  pior  do  que  o  esperado,  ficando  o  déficit  em  R$  10,4  bilhões,  principalmente por causa do rombo nas contas da Previdência Social. Tal situação  eleva o risco do governo não cumprir a meta de superávit primário de 3,1% do  PIB, ou seja, R$ 156 bilhões (resultado consolidado), incluindo os gastos públicos  dos estados, municípios e empresas estatais.      Gráfico 2 ? Evolução Selic no Ano de 2013  Fonte: BACEN  Nota: Dados até 13 de novembro de 2013.    Inflação    Com  o  câmbio  mais  estável  e  uma  atividade  econômica  fraca,  o  Banco  Central  manterá a inflação abaixo do teto no ano que vem.  A meta de inflação fixada para 2014 e 2015 é de 4,5% ao ano,  a mesma de 2013,  com  tolerância  de  2%  para  cima  ou  para  baixo,  o  que  na  realidade  estabelece  limite de 6,5% ao ano.   Na última pesquisa do Banco Central, realizada em setembro, a estimativa para o  Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2013, ficou  em 5,83%.  Já para 2014, a previsão do mercado recuou de 5,94% para 5,92%. Foi a segunda  queda consecutiva da projeção deste indicador que, há quatro semanas estava em  5,97%.  - 1,00 2,00 3,00 4,00 5,00 6,00 7,00 8,00 9,00 10,00 Jan Mar Abr Mai Jul Ago Out Evolução Taxa Selic - 2013 16   Gráfico 3 ? IPCA ? INPC no Ano de 2013  Fonte: IBGE  Nota: Dados até 13 de novembro de 2013.    Atividade Econômica e Produto Interno Bruto    A pesquisa do Boletim Focus do Banco Central do dia  11 de novembro apontou  estimativa para o crescimento industrial próximo a 2,5% para o próximo ano. O  índice  de  confiança  da  indústria  continua  baixo,  quanto  aos  indicadores  da  construção civil mostraram melhoras relativas.  A  Copa  do  Mundo  terá efeito  multiplicador  e  pode  quintuplicar  os  investimentos  diretos, o que totalizará investimentos de R$ 142 bilhões até 2014, pois além dos  R$ 22,5 bilhões usados na infraestrutura e organização do evento, o efeito dominó  desdobrará uma série de outras demandas.  Segundo o estudo da Ernest & Young, serão gerados 3,63 milhões de empregos  por  ano  e  R$  63  bilhões  de  renda  para  a  população, o  que  impulsionará  o  consumo doméstico. Os governos se beneficiarão com uma arrecadação adicional  de R$ 18 bilhões.  Os  setores  mais  beneficiados  pela  Copa  serão:  construção  civil,  alimentos,  bebidas, prestação de serviços a empresas, serviços públicos e informação.  O  turismo  será  responsável  por  expressiva  entrada  de  recursos  nos  setores  de  hotelaria, transporte, comunicação, cultura e lazer.  As  12  cidades-sede  receberão  um  total  de  R$  14,5  bilhões  em  infraestrutura,  o  que influenciará positivamente os PIBs municipais.  -0,20 - 0,20 0,40 0,60 0,80 1,00 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out IPCA INPC 17 No que tange ao PIB brasileiro, a estimativa do mercado financeiro é que o PIB  chegue a 2,5% em 2013 e a 2,11% em 2014.  O  IBGE  mudou  a  metodologia  de  cálculo  do  setor  de  serviços,  o  que,  segundo  analistas, pode elevar entre 0,1 e 0,3 pontos percentuais o resultado do PIB, que é  a soma de todas as riquezas produzidas no país, ainda em 2013.  Para este ano, a previsão média do mercado  era de crescimento de 2,5%, sem  contar  com  a  mudança  mencionada,  que  valerá  para  o resultado  do  PIB  do  terceiro trimestre, que sairá no dia 3 de dezembro. No mesmo dia, o IBGE revisará  os dados desde o início de 2012.    Gráfico 4 ? Crescimento do PIB a preços de mercado (%)  Fonte: IBGE  Nota: 2013 foi utilizado projeção segundo Boletim Focus    EXPECTATIVAS DO MERCADO FINANCEIRO 2014      Renda Fixa    Os fundos de renda fixa atrelados a índices de preço tiveram excelentes resultados  em 2012, já em 2013 amargaram queda acentuada, chegando a perder mais de  15%  do  valor.  Isso  porque  o  IMA-B,  preferido  pelos investidores,  reflete  a  rentabilidade  das  NTN-Bs,  que  pagam  taxa  de  juros  fixa  e  variação  da  inflação,  medida  pelo  IPCA.  Quando  a  expectativa  é  de  queda  dos  juros,  esses  papéis  ganham força e passam a ser negociados acima do seu valor de face. Em 2013  -1,00% 0,00% 1,00% 2,00% 3,00% 4,00% 5,00% 6,00% 7,00% 8,00% 6,10% 5,20% -0,30% 7,50% 2,70% 0,90% 2,50% 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 18 aconteceu  o  contrário,  pois  tivemos  sistemáticas  altas  na  taxa  de  juros  e,  consequentemente, quedas do valor dos títulos.  Caso se confirmem novas altas na taxa básica de juros, as NTN-Bs de prazos mais  longos  continuarão  a  apresentar  forte  volatilidade.  Por  isso,  é  prudente  para  os  investidores a busca por papéis de prazos mais curtos ou mesmo por fundos DI,  enquanto o mercado não define um rumo.   Os títulos prefixados como as LTN  e as NTN-F com vencimento entre 2016 e 2023  pagam taxas de 11,50% a.a., sendo excelentes alternativas para o momento do  mercado  de  renda  fixa.  Esses  papéis  estão  entre  os preferidos  dos  investidores  estrangeiros,  que  normalmente  compram  os  títulos  indexados  a  índices  de  inflação.     Gráfico 5 ? Retorno Acumulado de Indicadores  Fonte: Banco de dados quantum  Nota: Dados até 13 de novembro de 2013.    Renda Variável    No inicio de 2013, parecia exequível que o crescimento dos lucros das empresas  ficasse  em  torno  de  50%,  com  base  no  ano  de  2012,  quando  os  lucros  foram  baixos.  Com  tal  crescimento,  o  nível  de  lucro  ficaria  cerca  de  10%  abaixo  dos  lucros reais de 2011. A média histórica do IBrX (Índice Brasil ? que é um índice de  preços que mede o retorno de uma carteira teórica composta por 100 ações) é de  12,5x  (sobre  o  P/L)  e  hoje  está  em  10x,  portanto,  a  bolsa  brasileira  parecia  relativamente barata.   Com o crescimento econômico menor e uma política restritiva imposta pelo Banco  Central, o crescimento para 2014 deverá ser da ordem de 15%. Com a saída das  ações da OGX, do grupo do empresário Eike Batista, dos índices de mercado da  IPCA + 6% SELIC IRF-M 1 IRF-M IMA-B 5 IRF-M 1+ IMA-B IMA-B 5+ 19 BOVESPA,  por  ter  entrado  com  pedido  de  recuperação judicial,  o  impacto  da  oscilação  das  ações  não  afetará  em  sua  dinâmica,  visto  que  essas  ações  comprometeram a rentabilidade das carteiras passivas.  A tendência é melhorar um pouco, com crescimento do PIB da China mais fraco,  mas  ainda  elevado,  na  ordem  de  8%,  com  previsão  de,  nos  próximos  anos,  manter-se na ordem de 7%. A China  está passando por um processo  estrutural  importante:  de  um  modelo  que  era  exportador  e  vinculado  à  indústria  para  um  modelo  de  consumo.  O  país  continua  crescendo,  e  as exportações  (para  lá)  deverão  ser  mantidas.  Não  há  nenhum  risco  potencial  de  a  economia  chinesa  mudar substancialmente para o lado negativo. Dito isso, alguns setores, como o  de  comodites,  que  representa  quase  40%  do  IBrX,  devem  receber  recursos  de  investidores.    Gráfico 5 ? Retorno Acumulado de Indicadores  Fonte: Banco de dados quantum  Nota: Dados até 13 de novembro de 2013.  Projeções Focus 11 de novembro    Boletim Focus - Relatório de Mercado 2013 2014 IPCA % 5,85 5,93 IGP-DI % 5,61 6,00 IGP-M % 5,63 5,94 Meta Taxa de Cambio - fim do período R$/US$ 2,25 2,40 Meta Taxa Selic - fim do período %a.a. 10,00 10,25 PIB - crescimento % 2,50 2,11 Produção Industrial - crescimento % 1,72 2,42 Balança Comercial - US$ bi 1,55 10,00 Investimento Estrangeiro Direto - US$ 60,00 60,00   Fonte: BACEN        IBX IBOVESPA 20     Para  concluir,  sublinham-se  as  possíveis  relações  acerca  das  expectativas  econômicas  associadas  ao  comportamento  efetivo  constatado  durante  o  ano  de  2013.  Fazer  estas  assimilações  ajudará  na  compreensão  para  daqui  em  diante  tentar  conseguir  antecipar  os  movimentos  econômicos  e  auferir  resultados  mais  consistentes  na  gestão  dos  recursos  dos  regimes  próprios  de  previdência  social,  FUNDO DE APOSENTADORIA E PENSÃO DOS SERVIDORES  neste caso. As  expectativas  de  mercado  para  o  exercício  de 2014  até  o  presente  momento  não apresentam uma tendência bem definida, o que dificulta o estabelecimento  de  estratégias  consolidadas  sem  carregar  bastantes incertezas  e,  consequentemente, riscos.   O  cenário  atual  apresenta  um  contexto  de  ajustamento  para  alguns  agregados  macroeconômicos,  cuja  dinâmica  pode  representar  uma  transição  das  circunstâncias de mercado, pelo menos até que se verifique uma tendência bem  definida. Variáveis econômicas ligadas à inflação, câmbio, atividade econômica e  até  mesmo  os  juros  passam  por  revisões  em  suas  projeções,  interferindo  na  consolidação das tendências de mercado. As circunstâncias atuais denotam uma  predisposição  para  redução  dos  juros  básicos  da  economia,  Selic,  ao  mesmo  tempo em que a inflação não apresenta uma convergência para o centro da meta,  com descompasso perante o sistema de metas de inflação. A preocupação com o  nível  da  atividade  econômica  talvez  seja  o  motivo  para  tal  situação,  porém  isso  atribui  um  risco  relacionado  ao  custo  econômico  e  social  da  instabilidade  de  preços,  já  vivido  no  passado  pela  sociedade  brasileira.  Além  disso,  dificulta  a  gestão planejada de ativos com foco em capitalização e preservação de capital.  Todavia  a  vontade  de  acelerar  a  atividade  econômica  mantendo  juros  baixos  acrescentam condições de volatilidade ao mercado, fundamentalmente por não se  observar  expectativas  para  convergência  da  inflação,  com  suporte  de  um  real  depreciado.  A  deterioração  das  expectativas  representa  maior  risco  de  mercado  para  os  investidores,  como  o FUNDO  DE  APOSENTADORIA  E  PENSÃO  DOS  SERVIDORES,  de  modo  que  a  falta  de  foco  das  autoridades  monetárias  e  o  descasamento entre política econômica e situação real cria um contexto de muitas  incertezas.   Os riscos podem ser associados a diferentes cenários. Na hipótese de a equipe de  política  econômica  do  governo  ter  suas  convicções  efetivadas,  certamente,  o  patamar de juros da economia não permitirá que seja tranquilo o alcance da meta  atuarial  por  parte  dos  investidores  institucionais,  porém  possibilitará  uma  tendência clara a investimentos alternativos, renda variável e outros segmentos,  com a confiança de que a atividade econômica confirme suas perspectivas. Sem a  volta  do  crescimento  econômico,  existirá  uma  tendência  para  ganhos  ainda  satisfatórios  na  renda  fixa.  Por  outro  lado,  se  a  persistência  do  governo  desencadear  uma  instabilidade  econômica,  elevação  de  preços,  com  baixa  ou  21 moderada  recuperação  da  economia,  os  riscos  inerentes  às  carteiras  de  ativos  associados a juros e inflação sofrerão com rendimentos insatisfatórios. No caso de  recuperação moderada da economia, o risco é mais acentuado. Se a recuperação  econômica não se confirmar, a situação fica mais incerta, pois teríamos pressão  inflacionária  com  crescimento  baixo.  A  partir  de  todos os  cenários  engendrados,  apenas  um  mantém  certa  comodidade  para  atingir  meta  atuarial  e  garantir  retornos satisfatórios com a renda fixa no patamar atual de juros. Por conseguinte  é preciso analisar e acompanhar investimentos alternativos.   É relevante mencionar que qualquer aplicação financeira está sujeita à incidência  de fatores de risco que podem afetar adversamente o seu retorno, entre eles:  d  Risco de  Mercado  ? é  o  risco  inerente  a  todas  as modalidades de  aplicações  financeiras disponíveis no mercado financeiro; corresponde à incerteza em relação  ao resultado de um investimento financeiro ou de uma carteira de investimento,  em  decorrência  de  mudanças  futuras  nas  condições  de  mercado.  É  o  risco  de  variações,  oscilações  nas  taxas  e  preços  de  mercado,  tais  como  taxa  de  juros,  preços de ações e outros índices. É ligado às oscilações do mercado financeiro.  d  Risco  de  Crédito  -  também  conhecido  como  risco  institucional  ou  de  contraparte, é aquele em que há a possibilidade de o retorno de investimento não  ser  honrado  pela  instituição  que  emitiu  determinado  título,  na  data  e  nas  condições negociadas e contratadas;  d  Risco  de  Liquidez  -  surge  da  dificuldade  em  se  conseguir  encontrar  compradores  potenciais  de  um  determinado  ativo  no  momento  e  no  preço  desejado.  Ocorre  quando  um  ativo  está  com  baixo  volume  de  negócios  e  apresenta  grandes  diferenças  entre  o  preço  que  o  comprador  está  disposto  a  pagar (oferta de compra) e aquele que o vendedor gostaria de vender (oferta de  venda). Quando é necessário vender algum ativo num mercado ilíquido, tende a  ser difícil conseguir realizar a venda sem sacrificar o preço do ativo negociado.                        22 GLOSSÁRIO       CDI  Os  Certificados  de  Depósito  Interbancário  são  os  títulos  de  emissão  das  instituições  financeiras,  que  lastreiam  as  operações  do  mercado  interbancário.  Suas características são idênticas às de um CDB, mas sua negociação é restrita ao  mercado interbancário.  Sua  função  é,  portanto,  transferir  recursos  de  uma instituição  financeira  para  outra. Em outras palavras, para que o sistema seja mais fluido, quem tem dinheiro  sobrando empresta para quem não tem.  IMA ? Índice de Mercado ANBIMA  O  IMA  é  uma  família  de  índices  de  renda  fixa,  que  representa  a  evolução  da  carteira  de  títulos  públicos  federais  a  preços  de  mercado,  com  abrangência  aproximada de 97% desse segmento de mercado (dados de junho/11).  A  carteira  teórica  do  IMA-Geral  é  composta  de  todos  os  títulos  elegíveis,  representando  a  evolução  do  mercado  como  um  todo.  A  definição  pela  não  emissão  de  novos  títulos  indexados  ao  IGP-M  (NTN-C)  e  a  baixa  liquidez  observada neste segmento justificam a configuração do IMA-Geral ex-C, carteira  que exclui tais títulos.  Os  demais  índices  são  determinados  pelos  indexadores  a  que  são  atrelados  os  títulos: prefixados (IRF-M), indexados ao IPCA (IMA-B), indexados ao IGP-M (IMA- C) e pós-fixados, que respondem à taxa Selic (IMA-S). Para atender aos diferentes  perfis  de  maturidade  das  carteiras  de  investimentos,  IRF-M  e  IMA-B  são  ainda  segmentados segundo o prazo de seus componentes: IRF-M 1 e IRF-M 1+; IMA-B  5 e IMA-B 5+.      23 IPCA - INPC  Índice  Nacional  de  Preços  ao  Consumidor  Amplo  -  IPCA  e  Índice  Nacional  de  Preços ao Consumidor - INPC  O  Sistema  Nacional  de  Índices  de  Preços  ao  Consumidor  -  SNIPC  efetua  a  produção contínua e sistemática de índices de preços ao consumidor, tendo como  unidade  de  coleta  estabelecimentos  comerciais  e  de prestação  de  serviços,  concessionária de serviços públicos e domicílios (para levantamento de aluguel e  condomínio). O período de coleta do INPC e do IPCA estende-se, em geral, do dia  01 a 30 do mês de referência. A população-objetivo do INPC abrange as famílias  com  rendimentos  mensais  compreendidos  entre  1  (hum)  e  5  (cinco)  salários- mínimos, cujo chefe é assalariado em sua ocupação principal e residente nas áreas  urbanas  das  regiões;  a  do  IPCA  abrange  as  famílias com  rendimentos  mensais  compreendidos entre 1 (hum) e 40 (quarenta) salários-mínimos, qualquer que seja  a fonte de rendimentos, e residentes nas áreas urbanas das regiões. Também são  produzidos indexadores com objetivos específicos, como é o caso atualmente do  Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo Especial - IPCA-E. A partir do mês  de maio de 2000, passou a disponibilizar através da Internet o Índice Nacional de  Preços ao Consumidor Amplo-15 - IPCA-15. Outros índices foram divulgados nos  seguintes  períodos:  Índice  de  Preços  ao  Consumidor -  IPC  (março  de  1986  a  fevereiro de 1991); Índice de Reajuste de Valores Fiscais - IRVF (junho de 1990 a  janeiro  de  1991);  Índice  da  Cesta  Básica  -  ICB  (agosto  de  1990  a  janeiro  de  1991); Índice de Reajuste do Salário-Mínimo - IRSM (janeiro de 1992 a junho de  1994); Índice Nacional de Preços ao Consumidor Especial - INPC-E (novembro de  1992 a junho de 1994); Índice de Preços ao Consumidor série r - IPC-r (julho de  1994 a junho de 1995). A pesquisa foi iniciada em 1979.   Periodicidade: Mensal  Abrangência  geográfica:  Regiões  metropolitanas  de  Belém,  Fortaleza,  Recife,  Salvador,  Belo  Horizonte,  Rio  de  Janeiro,  São  Paulo,  Curitiba  e  Porto  Alegre,  Brasília e município de Goiânia;  FONTES: http://portal.anbima.com.br/informacoes-tecnicas/indices/ima/Pages/sobre.aspx e http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/precos/inpc_ipca/defaultinpc.shtm    DIRETRIZES PARA ALOCAÇÃO DOS RECURSOS      Das Diretrizes  As  diretrizes  para  a  alocação  dos  recursos  indicam as  diretivas  da  gestão  de  investimentos  previstas  na  legislação  e  seus  complementos.  Nesse  sentido,  estabelece-se que o RPPS DO MUNICÍPIO DE CHAPADA  deverá observar na  gestão  dos  recursos  do  seu  regime  próprio  de  previdência  social,  dentre  outras  obrigações, a realização de processo seletivo de entidade autorizada e credenciada  24 nos  termos  da  legislação  vigente  se  existir  um  modelo  de  gestão  não  própria  a  qualquer  tempo,  tendo  como  critérios,  no  mínimo,  a solidez  patrimonial  da  entidade,  a  compatibilidade  desta  com  o  volume  de  recursos  e  a  experiência  positiva no exercício da atividade de administração de recursos de terceiros.   Independentemente  do  modelo  de  gestão,  o  respectivo  regime  próprio  de  previdência social deverá promover boas práticas de mercado. Isso inclui elevados  padrões  éticos  na  condução  das  operações  relativas às  aplicações  dos  seus  recursos,  bem  como  eficiência  nos  procedimentos  técnicos,  operacionais  e  de  controle  das  aplicações.  Nesse  contexto,  quando  for  o  caso,  exigir  da  entidade  autorizada  e  credenciada,  mediante  contrato,  no  mínimo  mensalmente,  relatório  detalhado  contendo  informações  sobre  a  rentabilidade  e  risco  das  aplicações,  e  realizar  avaliação  do  desempenho  das  aplicações  efetuadas  por  entidade  autorizada  e  credenciada,  no  mínimo  semestralmente,  adotando,  de  imediato,  medidas cabíveis no caso da constatação de  performance insatisfatória.  Para  atender  a  legislação  estritamente,  alguns  procedimentos  precisão  ser  instituídos,  nos  casos  omissos,  e  mantidos  permanentemente.  Dessa  forma,  o  comitê  de  investimentos  ou  o  órgão  competente,  com auxílio  dos  serviços  especializados,  deverá  observar  a  OBRIGAÇÃO  DE  ELABORAR  RELATÓRIOS  DETALHADOS,  no  mínimo,  trimestralmente,  SOBRE  A  RENTABILIDADE,  OS  RISCOS  das  diversas  modalidades  de  operações  realizadas  nas  aplicações  dos  recursos do RPPS e a aderência à política anual de investimentos e suas revisões e  submetê-los às instâncias superiores de deliberação e controle. Com isso, buscar  assegurar-se do desempenho positivo de qualquer entidade que mantiver relação  de prestação de serviços e ou consultoria ao RPPS nas operações de aplicação dos  recursos do RPPS.  Nos  casos  de  cobrança  de  outras  taxas  diferentes  de  taxa  de  administração,  preservar  alguns  cuidados.  Observar  a  condição  para  o  pagamento  de  taxa  de  performance  na  aplicação  dos  recursos  do  RPPS  em  cotas  de  fundos  de  investimento,  ou  por  meio  de  carteiras  administradas,  ao  atendimento,  além  da  regulamentação emanada dos órgãos competentes, especialmente da Comissão de  Valores Mobiliários, no mínimo, dos seguintes critérios: que o pagamento tenha a  periodicidade mínima semestral ou que seja feito no resgate da aplicação; que o  resultado  da  aplicação  da  carteira  ou  do  fundo  de  investimento  supere  a  valorização do índice de referência; que a cobrança seja feita somente depois da  dedução das despesas decorrentes da aplicação dos recursos, inclusive da taxa de  administração; e que o parâmetro de referência seja compatível com a política de  investimento do fundo e com os títulos que efetivamente o componha.  Sempre, no modelo de gestão própria, antes da realização de qualquer operação,  ASSEGURAR QUE AS instituições escolhidas para receber as APLICAÇÕES TENHAM  sido objeto de PRÉVIO CADASTRAMENTO. Assim, observar, e formalmente atestar  através  do  representante  legal  do  regime  próprio  de  previdência  social  do  MUNICÍPIO  DE  CHAPADA ,  no  mínimo,  quesitos  como  atos  de  registro  ou  25 autorização  para  funcionamento  expedido  pelo  Banco Central  do  Brasil  ou  Comissão  de  Valores  Mobiliários  ou  órgão  competente;  observação  de  elevado  padrão  ético  de  conduta  nas  operações  realizadas  no  mercado  financeiro  e  ausência de restrições que, a critério do Banco Central do Brasil, da Comissão de  Valores  Mobiliários  ou  de  outros  órgãos  competentes,  desaconselhem  um  relacionamento seguro. Para os fundos de investimento, o cadastramento deverá  contemplar a identificação do gestor e do administrador do fundo.  O FUNDO  DE  APOSENTADORIA  E  PENSÃO  DOS  SERVIDORES   deverá  manter  Comitê  de  Investimentos  dos  seus  respectivos  recursos,  como  órgão  auxiliar  no  processo  decisório  quanto  à  execução  da  política  de  investimentos,  cujas decisões serão registradas em ata. O Comitê de Investimentos precisa ter se  originado  de  ato  normativo  prevendo  a  sua  estrutura,  composição  e  funcionamento, respeitada a exigência de que seus membros mantenham vínculo  com o RPPS, na forma definida no § 4º do art. 2º, da Portaria MPS nº 519/2011.  O  Comitê  de  Investimentos  deverá  respeitar  e  principalmente  adequar-se  as  obrigatoriedades  da  Portaria  nº  440/2013.  O  gestor observará  a  obrigação  de  elaborar o formulário APR - Autorização de Aplicação e Resgate, que acompanhará  as  aplicações  ou  resgates  dos  recursos,  conforme  modelo  e  instruções  de  preenchimento disponibilizados no endereço eletrônico do MPS, na rede mundial  de computadores (www.previdencia.gov.br).    Objetivo de Alocação  É  importante  ressaltar  que,  seja  qual  for  à  alocação  de  ativos,  o  mercado  apresentará períodos adversos, que poderá afetar ao menos parte da carteira. Daí  ser  imperativo  um  horizonte  de  tempo  que  possa  ajustar  essas  flutuações  e  permitir a recuperação da ocorrência de ocasionais perdas. Desta forma, o RPPS  deve manter-se fiel à política de investimentos definida originalmente a partir do  seu perfil de risco.  E  de  forma  organizada,  remanejar  a  alocação  inicial  em  momentos  de  alta  (vendendo) ou baixa (comprando) com o objetivo de rebalancear sua carteira de  investimentos.  Três  virtudes  básicas  de  um  bom  investidor  são  fundamentais:  disciplina, paciência e diversificação.    Das Alocações dos Recursos  Dos Segmentos  Segmento de Renda Fixa  Benchmark. IPCA + 6% a.a., equivalente à meta atuarial.  Ativos  Elegíveis.  Serão  considerados  ativos  elegíveis  para  o  segmento  de  renda  fixa, os títulos e valores mobiliários permitidos pela legislação vigente aplicável ao  26 regime  próprio  de  previdência  social.  Deverão  ser  observados  os  limites  e  categorias de fundos do segmento de renda fixa definidos na Resolução 3.922, de  25  de  novembro  de  2010  e  nesta  política  anual  de  investimentos.  No  caso  de  operações realizadas no mercado secundário (compra e venda de títulos públicos)  o  regime  próprio  de  previdência  social  do  MUNICÍPIO  DE  CHAPADA  deverá  realizar  o  acompanhamento  dos  preços  e  taxas  praticados  em  tais  operações  e  compará-los  aos  preços  e  taxas  de  referência  do  mercado  (ANBIMA  e  Tesouro  Nacional).  Segmento de Renda Variável  Benchmark. Ibovespa e IPCA + 6%, equivalente à meta atuarial.  Ativos Elegíveis.  Serão considerados ativos elegíveis para o segmento de renda  variável os títulos e valores mobiliários permitidos pela legislação vigente aplicável  aos RPPS. Deverão ser observados os limites e categorias de fundos do segmento  de  renda  variável  definidos  na  Resolução  3.922,  de 25  de  novembro  de  2010  e  nesta política anual de investimentos, observando o limite máximo legal de 30%  do total dos recursos.  Segmento de Imóveis  O FUNDO DE APOSENTADORIA E PENSÃO DOS SERVIDORES  não realizará  aplicação no segmento de imóveis no exercício de referência.    Dos Limites Gerais  Para os incisos: III, IV e VII, ?b?, do Artigo 7º, as aplicações em títulos ou valores  mobiliários  de  emissão  de  uma  mesma  pessoa  jurídica,  de  sua  controladora,  de  entidade  por  ela  direta  ou  indiretamente  controlada  e  de  coligada  ou  quaisquer  outras sociedades sob controle comum, não podem exceder 20% do patrimônio do  veículo de investimento. As aplicações previstas nos incisos III e IV e na alínea "b"  do  inciso  VII  subordinam-se  a  que  o  regulamento  do fundo  determine  esta  restrição.  As  aplicações  em  cotas  de  um  mesmo  fundo  de  investimento  ou  fundo  de  investimento  em  cotas  de  fundos  de  investimento  a  que  se  referem  o  art.  7º,  incisos III e IV, e art. 8º, inciso I, não podem exceder 20% das aplicações dos  recursos do regime próprio de previdência social do MUNICÍPIO DE CHAPADA .  O total das aplicações dos recursos do respectivo regime próprio de previdência  social em um mesmo fundo de  investimento deverá representar, no máximo, 25%  do patrimônio líquido do fundo.  A totalidade das aplicações previstas nos incisos VI e VII do art. 7º não deverá  exceder  o  limite  de  15%  dos  recursos  do  RPPS  correspondente.  As  aplicações  previstas  no  art.  8º,  cumulativamente,  limitar-se-ão  a  30%  da  totalidade  das  aplicações  dos  recursos  do FUNDO  DE  APOSENTADORIA  E  PENSÃO  DOS  27 SERVIDORES  e  aos  limites  de  concentração  por  emissor,  conforme  regulamentação editada pela Comissão de Valores Mobiliários.    Da Avaliação de Desempenho das Aplicações  As  aplicações  serão  avaliadas  através  da  elaboração  de  relatórios  mensais,  mas  acompanhadas pelo gestor diariamente. Mensalmente, elaborar-se-á o relatório de  avaliação de desempenho, adotando medidas cabíveis no caso de constatação de  desempenho  insatisfatório,  segundo  os  objetivos  e  estratégias  da  gestão  e  exposição a riscos acentuados diante de cenários de conjuntura adversa.   Os  relatórios  de  desempenho  compreenderão  a  comparação  com  os  principais  índices de mercado, sendo eles: para a renda fixa, os Índices IMA e, para a renda  variável, o Ibovespa, IBrX e o IBrX-50. A volatilidade da carteira será controlada  periodicamente. Para o monitoramento do risco de mercado, utilizar-se-á o cálculo  do Value at Risk (VAR), com um grau de confiança de 95%, que sintetiza a maior  perda esperada da carteira, em condições normais de mercado.  Adicionalmente, a unidade gestora utilizará modelos alternativos para a simulação  da  perda  financeira  em  um  cenário  econômico  financeiro  adverso,  por  meio  de  variações  bruscas  de  preços  dos  ativos  que  compõem a  carteira.  O  RISCO  DE  CRÉDITO será controlado através da diversificação da carteira, da observação dos  limites de crédito para as emissões privadas, pela consideração de classificação de  risco  das  emissões  ou  dos  emissores  realizadas  por agências  classificadoras  de  risco e pelo monitoramento da exposição ao risco, através do cumprimento diário  da política de investimentos. O RISCO DE LIQUIDEZ não é preponderante no curto  prazo, porém avaliar-se-á a concentração dos investimentos e a liquidez dos ativos  financeiros de acordo com as obrigações futuras.    Dos Riscos de Mercado e Crédito  Risco de Mercado  O FUNDO  DE  APOSENTADORIA  E  PENSÃO  DOS  SERVIDORES   adotará  o  Value-at-Risk  (VaR)  para  controle  do  risco  de  mercado,  utilizando  os  seguintes  parâmetros  para  o  cálculo  do  mesmo:  modelo  não  paramétrico,  intervalo  de  confiança de 95% e horizonte de tempo de 21 dias úteis. Segue abaixo os limites  de  VaR  definidos  por  segmento:  segmento  de  renda  fixa:  4,00%;  segmento  de  renda variável: 20,00%.    Risco de Crédito  Acerca  do  risco  de  crédito,  o FUNDO  DE  APOSENTADORIA  E  PENSÃO  DOS  SERVIDORES  deverá  considerar  o  parâmetro  mínimo  de  qualidade média  de  dívida para aceitação de investimentos pelo regime próprio de previdência social  28 do MUNICÍPIO  DE  CHAPADA   ou  parâmetros  correspondentes  fundamentados  por  documento  de  análise  de  crédito  de  empresa  de  classificação  de  risco  reconhecida. Sendo assim, para qualquer investimento que este regime próprio de  previdência social vier a realizar em caderneta de poupança, em fundos de direitos  creditórios  abertos  e  fechados,  ou  ativos  ajustados  a  esta  diretriz,  deverá  previamente existir uma consulta ao  rating acima estipulado de acordo com uma  das agências classificadoras de risco de crédito.    Do Resumo da Política de Investimentos  O resumo da política anual de investimentos é um produto sintético e indicativo  construído  a  partir  dos  fundamentos  desenvolvidos  neste  documento.  Considerando  a  conjuntura  econômica  e  a  análise  de mercado,  os  objetivos  estabelecidos, e as diretrizes para a alocação dos recursos do RPPS, configurou- se  a  possibilidade  de  uma  maior  diversificação  para  a  carteira  de  investimentos  segundo  os  limites  percentuais  de  alocação,  em  conformidade  com  os  limites  percentuais  previstos  na  Resolução  CMN  3.922/2010, registrados  no  quadro  abaixo. As aplicações no segmento de renda fixa poderão representar até 100%  da alocação dos recursos, e o segmento de renda variável, até 30%.     Em  resumo,  os  investimentos  do FUNDO  DE  APOSENTADORIA  E  PENSÃO  DOS SERVIDORES  em 2014, seguirão a seguinte distribuição:  VEDAÇÕES    Limite da Resolução % Limite de Alocação % Renda Fixa - Art. 7º Títulos Tesouro Nacional - SELIC - Art. 7, I, "a" 10 0% 0,0% FI 100% títulos TN - Art. 7º, I, "b" 100% 100,0% Operações Compromissadas - Art. 7º, II 15% 0,0% FI Renda Fixa/Referenciado RF - Art. 7º, III 80% 60,0 % FI de Renda Fixa - Art. 7º, IV 30% 30,0% Poupança - Art. 7º, V 20% 0,0% FI em Direitos Creditórios - Aberto - Art. 7º, VI 15 % 10,0% FI em Direitos Creditórios - Fechado - Art. 7º, VII, "a" 5% 0,0% FI em Renda Fixa "Crédito Privado" - Art. 7º, VII, "b" 5% 5,0% Renda Variável - Art. 8º FI Ações referenciados - Art. 8º, I 30% 10,0% FI de Índices Referenciados em Ações - Art. 8º, II 2 0% 0,0% FI em Ações - Art. 8º, III 15% 10,0% FI Multimercado - Aberto - Art. 8º, IV 5% 5,0% FI em Participações - Fechado - Art. 8º, V 5% 5,0% FI Imobiliário - Cotas negociadas em Bolsa - Art. 8º, VI 5% 5,0% Total 240,0% RESUMO DA POLÍTICA DE INVESTIMENTOS - RESOLUÇÃO CMN nº 3.922/2010 Alocação dos Recursos/Diversificação Alocação dos recursos 29 1. Aplicar os recursos em cotas de fundos de investimentos, cuja atuação em  mercados  de  derivativos  gere  exposições  superiores ao  respectivo  patrimônio líquido;  2. Realizar as operações denominadas day-trade, assim consideradas aquelas  iniciadas e encerradas no mesmo dia, independentemente do RPPS possuir  estoque ou posição anterior do mesmo ativo, com exceção dos fundos de  investimento multimercado;     3.  Atuar em modalidades operacionais ou negociar com duplicatas, títulos de  crédito  ou  outros  ativos  que  não  os  previstos  na  Resolução  CMN  n°  3922/10;     4. O total das aplicações dos recursos do regime próprio de previdência social  em  um  mesmo  fundo  de  investimento  deverá  representar,  no  máximo,  25% (vinte e cinco por cento) do patrimônio líquido do fundo.         30 DISPOSIÇÕES GERAIS       A  presente  Política  de  Investimentos  está  baseada  nas  avaliações  do  cenário  econômico para o ano de 2014, tendo-se utilizado, para tanto, dados e cenários  constantes do Relatório de Inflação, publicação do Comitê de Política Econômica ?  COPOM  e  o  Relatório de  Mercado  -  FOCUS,  O  Boletim  Focus  é  um  informe  que  relata  as  projeções  do  mercado  com  base  em  consulta  a  aproximadamente  100  (cem) instituições financeiras, e é divulgado semanalmente.  As disposições gerais completam os quesitos para o encerramento da Política de  Investimentos. Destaca-se que esta política anual de investimentos dos recursos  do  regime  próprio  de  previdência  social  do MUNICÍPIO  DE  CHAPADA  e  suas  revisões  deverão  ser  aprovadas  pelo  órgão  superior competente,  antes  da  sua  implementação.  Justificadamente,  a  política  anual  de  investimentos  poderá  ser  revista no curso de sua execução, com vistas à adequação ao mercado ou à nova  legislação, conforme prevê a Resolução CMN 3.922/2010.  Além disso, o RPPS deverá comprovar junto ao Ministério da Previdência que o  responsável  pela  gestão  dos  seus  recursos,  pessoa  física  vinculada  ao  ente  federativo ou à unidade gestora do regime como servidor titular de cargo efetivo  ou  de  livre  nomeação  e  exoneração,  designado  para  a  função  por  ato  da  autoridade competente, tenha sido aprovado em exame de certificação organizado  por entidade autônoma de reconhecida capacidade técnica e difusão no mercado  brasileiro de capitais. Esta comprovação ocorrerá mediante o preenchimento dos  campos  específicos  constantes  de  demonstrativo  sintético.  A  validade  e  autenticidade  da  certificação  informada  serão  verificadas  junto  à  entidade  certificadora pelos meios por ela disponibilizados.  Reuniões extraordinárias junto ao Comitê gestor de investimentos do RPPS serão  realizadas  sempre  que  houver  necessidade  de  ajustes  nesta  política  de  investimentos  perante  o  comportamento/conjuntura  do  mercado,  quando  se  apresentar  o  interesse  da  preservação  dos  ativos  financeiros  e/ou  com  vistas  à  adequação à nova legislação.  Durante  o  ano  de  2014  deverão  estar  certificados  os  responsáveis  pelo  acompanhamento  e  operacionalização  dos  investimentos  do  RPPS,  através  de  exame  de  certificação  organizado  por  entidade  autônoma  de  reconhecida  capacidade  técnica  e  difusão  no  mercado  brasileiro de  capitais,  cujo  conteúdo  abrangerá, no mínimo, o contido no anexo a Portaria 440/2013.  A  documentação  comprobatória  desta  política  anual  de  investimentos  deverá  permanecer  à  disposição  dos  órgãos  de  supervisão  competentes.  Igualmente,  estes  respectivos  documentos  devem  ser  disponibilizados  aos  seus  segurados  e  pensionistas  juntamente  com  as  respectivas  revisões,  no  prazo  de  trinta  dias,  contados da data da sua aprovação.  31   É parte integrante desta Política de Investimentos cópia da Ata do comitê gestor  de investimentos, que aprova o presente instrumento, devidamente assinada por  seus membros.    O CONSELHO MUNICIPAL DA PREVIDÊNCIA SOCIAL DOS SERV IDORES PÚBLICOS ? CMPSSP no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo art. 76  da  Lei  Complementar  nº  001,  de  25  de  Junho  de  2009,  torna  público  que,  em  sessão realizada em 18 de Dezembro de 2013, com base no art. 4º da Resolução  CMN  3.922,  de  25  de  novembro  de  2010,  APROVA  esta  POLÍTICA  DE  INVESTIMENTOS referente ao EXERCÍCIO DE 2014.              Luciane Vogt                                                Júlia Dezingrini  Presidente do CMPSSP                                   Gestora de Recursos                                                                    Certificado: ANBIMA                                                                     Validade 14/12/2015  MEMBROS COMITE DE INVESTIMENTOS: Luis Antonio Kleinubing Walter Dreyer Márcia Regina dos Santos CONSELHEIROS: Madeleine Bervian Aresi Sanete Carvalho Paulo Jair Costa Campana Carlito Aloysio Rech Adilson Miguel Schneider Carina Boeni Gilmar Castanho